terça-feira, 24 de março de 2009

Ser Anjo -Ser Estrela

I (Catarina)

Eu queria ser um anjo
Com um pouco de magia
Fazer um mundo melhor
Devolvendo a alegria

II (Marta)
Eu queria ser a estrela
Lá do céu sempre a brilhar
Ensinando o caminho
Para quem quiser amar.

(Refrão) (Catarina)
Eu hoje só queria ser um anjo
Eu hoje só quero estar aqui.
(Marta)
Eu hoje só queria ser a estrela
Brilhando sempre ao pé de ti.

III (Catarina)
Às crianças deste mundo
Esperança eu queria dar
Pois quem sabe no futuro
As guerras hão-de acabar.

IV (Marta)
E das armas eu faria
Borboletas a voar
Com as asas coloridas
Para a todos alegrar.

V (Catarina)
Neste mundo de maldades
Onde não há coração
E as famílias divididas
Pois nelas falta o perdão.

VI (Marta)
Nesse mundo feio e frio
Todos nós somos irmãos
Eu a todos convidava
Para darem suas mãos.

VII (Catarina)
E os idosos desta terra
Que hoje estão a sofrer
Tristes e abandonados
Sem vontade de viver.

VIII (Marta)
A esses tristes velhinhos
Que por nós são afastados
Nos perdoem por favor
Pois iriam ser muito amados.

(As duas)
Vamos pelo mundo fora
Levar a fraternidade
Pelas estrelas do campo
Pelas ruas da cidade


Vamos levar a esperança
O Mundo pode mudar. (bis)


Letra da Canção: Paula de Vila Caiz
Cantoras: Marta e Catarina
Música adaptada
A professora Lurdes Sampaio deliciou os alunos do 5º B com a leitura expressiva de uma fábula de La Fontaine. É visível na expressão dos alunos o interesse manifestado. Apresentou ainda a "Lenda das Sete Cidades". A professora leu a lenda com clareza,expressividade, entoação e ritmo, acompanhando a sua leitura com a apresentação de imagens no quadro interactivo.
Queria agradecer e elogiar a participação desta ilustre professora que motivou os alunos para a leitura integral de obras. É de louvar esta iniciativa promovida pela nossa biblioteca escolar! Bem haja!
prof.Manuela Matos

Leitores-Convidados

Na Semana da Leitura, a nossa leitora- convidada foi a senhora Professora Lurdes Sampaio.
Ficámos encantados com a forma como esta encantadora professora deu vida a duas histórias: "Fábula do Rato da Cidade e do Rato do Campo" de La Fontaine e a "Lenda das Sete Cidades".
Este encontro à volta dos livros foi um momento muito especial e ficará para sempre guardado na nossa memória.
Obrigada, querida professora pelas leituras que partilhou connosco!
Turma do 5ºB

Semana da Leitura


segunda-feira, 23 de março de 2009

Contos árabes

O menino-avestruz

“Reza a história que estando um frig em mudanças, uma mulher que levava um miúdo aos ombros ficou pata trás. Tinha visto algo no chão e aproximou-se para ver melhor. Quando lá chegou viu que o que lhe chamara a atenção era um punhado de ovos de avestruz. Quis avisar as pessoas mas, por mais que gritasse, não a ouviam, de modo que decidiu deixar o filho junto dos ovos para correr em busca dos restantes. Quis o azar que, depois de ela os alcançar, e quando todos se dirigiam para o lugar onde estavam os ovos, eufóricos com tão feliz descoberta, se levantasse um vento forte e o irif apagasse qualquer rasto deixado na areia.De modo que, apesar de os membros do frig terem procurado, incansáveis, durante vários dias, não houve maneira de encontrar a criança.
A mãe avestruz, ao ver a criança junto dos ovos, decidiu adoptá-la. De dia saía à procura de comida para a alimentar e à noite cobria-a com o corpo para que não lhe acontecesse nada de mal. Quando nasceram as crias, as pequenas avestruzes e o menino passavam o dia juntos e este fazia vida de avestruz, comendo o que elas comiam, gritando como elas gritavam e correndo tão velozmente como os irmãos adoptivos, saudável e feliz.
Passou o tempo e, um belo dia, um pastor que conduzia os seus rebanhos para outros pastos viu de longe as avestruzes e o rapazinho que corria com elas. Impressionou-o de tal forma aquela visão que, onde quer que fosse, falava daquele acontecimento extraordinário de que fora testemunha:
- Vi com os meus próprios olhos o que vos estou a contar! Era um rapaz, com o cabelo compridíssimo, que corria entre as avestruzes, comento o que elas comiam e emitindo os mesmos ruídos com a garganta.
Quando a história chegou aos ouvidos da família da criança perdida junto dos ovosd de avestruz, todo o frig se pôs imediatamente em marcha. Localizaram o pastor r pediram-lhe que lhes mostrasse o lugar onde apareciam as avestruzes. E quando estas, seguindo o seu costume, pararam para descansar sob os ramos de uma talja, os homens capturaram o rapaz e levaram-no com eles. Trataram dele, cortaram-lhe o cabelo, lavaram-no e ensinaram-no a comer e a comunicar como uma pessoa. Com o decurso do tempo, o menino-avestruz transformou-se num homem, casou-se e teve uma grande descendência.
Quanto às avestruzes, não querendo prescindir da companhia do seu meio-irmão, seguiram-no e instalaram-se junto ao frig para poderem continuar perto dele.”